Cirurgia de vesícula, hérnias e refluxo por videolaparoscopia.
O Dr. João Lucas Rosa é cirurgião do aparelho digestivo (RQE 139.449) em São José do Rio Preto e realiza colecistectomia, correção de hérnias da parede abdominal e cirurgia antirrefluxo por via videolaparoscópica. A consulta define se há indicação cirúrgica, qual técnica se aplica ao seu caso e o que esperar da recuperação.

Pedra na vesícula e colecistectomia
Cálculos biliares são frequentes e, em boa parte das pessoas, nunca dão sintoma. A decisão de operar depende do que eles estão causando.
Quando a cirurgia está indicada
Cálculos que já provocaram cólica biliar (dor forte no abdome superior, geralmente após refeições) têm indicação de cirurgia, porque a chance de novas crises e de complicações como colecistite, pancreatite e obstrução do colédoco é alta. Cálculos encontrados por acaso, sem nenhum sintoma, podem ser acompanhados em muitos casos, mas não em todos. Em pessoas jovens, a cirurgia costuma ser indicada mesmo sem sintomas, pelo tempo de exposição e pelo risco de complicações e de malignização ao longo de décadas. Pólipos em crescimento, pólipo associado a cálculo, vesícula em porcelana e cálculos muito volumosos também pesam a favor de operar. Cada situação é discutida na consulta.
Como é a cirurgia
A colecistectomia videolaparoscópica é feita por quatro pequenas incisões, sob anestesia geral, e dura em torno de uma hora. A vesícula é retirada por completo. Não se retiram apenas as pedras, porque elas voltariam. A alta acontece, em geral, no dia seguinte.
Recuperação
Dor controlada com analgésicos comuns nos primeiros dias, dieta leve na primeira semana e retorno a atividades de escritório em cerca de uma semana. Esforço físico intenso e academia, em geral, após três a quatro semanas. Viver sem vesícula não exige dieta especial no longo prazo.
Riscos, ditos com clareza
É uma cirurgia segura e muito frequente, mas nenhuma cirurgia tem risco zero. As complicações mais relevantes, como lesão de via biliar, sangramento e infecção, são raras, e em uma pequena parcela dos casos a cirurgia precisa ser convertida para a via aberta por segurança. Tudo isso é conversado na consulta, com números, antes de qualquer decisão.
Hérnias inguinal, umbilical e incisional
Hérnia é uma falha na parede do abdome por onde o conteúdo interno se projeta. Não regride sozinha e tende a crescer com o tempo.
Quando a cirurgia está indicada
Hérnias que causam dor, aumentam de tamanho ou limitam atividades têm indicação de correção. Hérnias pequenas e assintomáticas podem, em situações específicas, ser acompanhadas. O principal risco de adiar é o encarceramento, quando o conteúdo fica preso e a cirurgia deixa de ser programada para se tornar urgência.
Como é a cirurgia
Na maior parte dos casos a correção é feita com uma tela, que reforça a parede e reduz muito a chance de recidiva. A via videolaparoscópica é preferida nas hérnias inguinais bilaterais, recidivadas e em várias hérnias incisionais; a via aberta continua sendo uma boa opção em hérnias umbilicais pequenas e em casos selecionados. A técnica é escolhida na consulta, com base no tipo de hérnia, no tamanho e no seu histórico.
Recuperação
Alta, em geral, no dia seguinte. Caminhar é estimulado desde o primeiro dia; atividades leves em uma a duas semanas; carga e exercício abdominal após cerca de quatro a seis semanas, conforme o tipo de correção.
Riscos, ditos com clareza
Dor crônica na região da cicatriz, seroma, infecção da tela e recidiva são os eventos mais discutidos na literatura. As taxas variam com a técnica e com fatores do paciente: tabagismo, obesidade e diabetes aumentam o risco de complicação e são trabalhados antes da cirurgia.
Doença do refluxo e hérnia de hiato
A maioria das pessoas com refluxo é tratada clinicamente. A cirurgia é para um grupo específico, e escolher bem esse grupo é o que define o resultado.
Quando a cirurgia está indicada
Sintomas que persistem apesar do tratamento com inibidores de bomba de prótons bem conduzido; dependência de medicação em doses altas por tempo indefinido; hérnias de hiato volumosas; complicações como esofagite grave ou estenose. A avaliação exige endoscopia e, na maioria dos casos, pHmetria e manometria esofágica antes de indicar cirurgia.
Como é a cirurgia
A fundoplicatura (Nissen ou Toupet, conforme o caso) é feita por videolaparoscopia: a hérnia de hiato é corrigida e o fundo do estômago é usado para reforçar a válvula entre o esôfago e o estômago. Internação de um a dois dias.
Recuperação
Dieta líquida e pastosa nas primeiras semanas, com progressão gradual. Sensação de dificuldade para engolir alimentos sólidos é esperada no início e costuma melhorar nas primeiras semanas. Retorno ao trabalho em cerca de duas semanas.
Riscos, ditos com clareza
Disfagia persistente, dificuldade para eructar, distensão abdominal e recorrência dos sintomas ao longo dos anos são possíveis. Por isso a seleção do paciente e a investigação pré-operatória completa pesam mais do que a técnica em si. Por isso a resposta, em muitos casos, é continuar o tratamento clínico.
Como funciona, da consulta ao retorno
Um caminho previsível, com cada etapa explicada antes de acontecer.
Consulta
História, exame físico e revisão dos exames que você já tem. Saída com a hipótese, os exames que faltam e as opções, cirúrgicas ou não.
Exames e preparo
Ultrassom, endoscopia ou tomografia conforme o caso; avaliação pré-anestésica e cardiológica quando indicada. Orientações por escrito.
Cirurgia
Por videolaparoscopia sempre que indicado, em hospital de São José do Rio Preto. Você e sua família recebem a explicação do que foi feito no mesmo dia.
Retornos
Canal direto com o consultório no pós-operatório. Retornos programados na primeira semana, no primeiro mês e conforme a necessidade.
Perguntas frequentes
As dúvidas que mais aparecem na primeira consulta.
Pedra na vesícula sempre precisa operar?
Dá para tirar só as pedras e deixar a vesícula?
Quanto tempo de afastamento do trabalho?
Hérnia pequena e sem dor precisa operar?
A cirurgia de refluxo cura definitivamente?
O atendimento é particular? Aceita convênio?
Atende pacientes de outras cidades da região?
Se você tem um diagnóstico em mãos, ou apenas um sintoma que não passa, a consulta é o próximo passo.
Traga os exames que já fez. Se não tiver nenhum, tudo bem: a avaliação começa pela história.